Em tempo de Jogos Olímpicos muitas escolhas são mostradas ao mundo. Os atletas a que por vezes nem damos atenção quando figuram nas televisões de nossas casas escolheram a superação, a vontade de vencer, a luta como única possibilidade de vitória. Escolheram ultrapassar limites.
Diversos exemplos são mostrados todos os dias. Uma passagem histórica é a figura da maratonista suíça Gabriele Andersen, em 1984, que mesmo contundida e exausta completou a maratona feminina dos jogos de Los Angeles.
Em 2004, nos jogos de Sidney, o nadador Eric Moussambani, da Guiné Equatorial, mostrou que a desistência não faz parte do espírito olímpico. Inscrito nos 100 m livre, o atleta não sabia nadar direito, só estava na Austrália porque a Guiné Equatorial não teve nenhum nadador com índice, e nesses casos, o Comitê Olímpico Internacional permite a presença do atleta que vencer uma seletiva nacional. Após metade da prova, desistiu do estilo crawl e nadou “cachorrinho” até completar o precurso, cerca de um minuto depois dos demais competidores da eliminatória. Foi aplaudido e virou ícone do espírito olímpico.
Também em Sidney, o maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima se tornou um dos maiores exemplos para o povo brasileiro. Depois de se manter em primeiro lugar até o 36º quilômetro, foi impedido de continuar por um fanático religioso irlandês. Mesmo assim, se levantou com a ajuda de expectadores e escolheu continuar a corrida. A medalha de bronze foi brasileira. Além disso, Vanderlei Cordeiro recebeu o mérito maior do Comitê Olímpico Internacional: a medalha Pierre de Coubertin, concedida a atletas que valorizam a competição olímpica mais do que a vitória.
Os atletas escolhem não desistir.
Escolha você o melhor caminho. A hora está chegando.
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