Arquivo para Agosto 11th, 2008

11
Ago
08

Revo/luz/ação

“A mente que se abre a uma nova idéia
jamais volta ao seu tamanho original”.

Albert Einstein

“Sem a cultura, e a liberdade relativa que ela pressupõe,
a sociedade, por mais perfeita que seja, não passa de uma selva.
É por isso que toda a criação autêntica é um dom para o futuro”.

Albert Camus

Uma câmera na mão e uma idéia na cabeça. Esse era o postulado básico seguido por Glauber de Andrade Rocha, um dos nomes maiores do Cinema Novo brasileiro. Era a virada dos anos 1950 para os anos 1960 quando vários jovens de formações e lugares distintos propuseram uma nova maneira de fazer cinema no Brasil.

A escolha feita por eles teve fundamento na vontade de negar o cinema de estúdios como o Vera Cruz, pensado por eles artificial e empolado, e de iniciar um fazer cinematográfico que “tomasse as ruas e fosse ao encontro da sociedade brasileira, incorporando novas formas de linguagem e renovando as questões estéticas e culturais do Brasil” (Paulo Cezar Saraceni).

“Nosso cinema é novo porque o homem brasileiro é novo e a problemática do Brasil é nova e a nossa luz é nova e por isso nossos filmes nascem diferentes dos cinemas da Europa” (G. Rocha)

“A colonização não se racha em Hollywood que pode contratar vários diretores brasileiros para trabalhar. Mas o importante não é fazer carreira pessoal. Importante é ter consciência. O fundamental é lutar para libertar o mercado nacional”. (G. Rocha)

Glauber Rocha, que também foi jornalista, foi o primeiro a alardear o nascimento desse cinema, quando saudou o nascimento de uma nova geração de cineastas num artigo para o Suplemento Literário do Jornal do Brasil. Rapidamente a idéia se espalhou e a efervescência cultural instalada mudou os rumos da cultura brasileira.

A liberdade com que Rocha escolheu trabalhar o levou a ser um dos mais reconhecidos cineastas do Brasil, tanto nacional quando internacionalmente. Vários foram os prêmios, por sinal. Alguns deles:
- Melhor Diretor, no Festival de Cannes, por “O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro” (1968).
- Prêmio Fipresci, no Festival de Cannes, por “Terra em Transe” (1966).
- Melhor Curta-Metragem, no Festival de Cannes, por “Di Cavalcanti” (1977).
- Grand Prix, no Festival de Locarno, por “Terra em Transe” (1966).

Escolher novos rumos, novas linguagens frente ao já estabelecido, novas roupagens ao já habitual. Escolher é, acima de tudo, mudar, evoluir, revolucionar. Grandes homens fazem grandes escolhas e transformam o rumo da história.

Escolha transformar a sua.